Novo modelo de crachá aproxima servidores e pacientes do HM

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Repórter: Marcel Vital

Repórter Fotográfico: Marcel Vital

Na luta contra o coronavírus, novos crachás foram confeccionados para os servidores do Hospital da Mulher Drª. Nise da Silveira (HM), localizado no bairro Poço, em Maceió. A ideia partiu da equipe que compõe a direção geral da unidade hospitalar, com a finalidade de construir uma relação mais humanizada entre a equipe técnica e os pacientes. Desta forma, os funcionários que estão atuando na assistência aos pacientes com confirmação ou suspeita de Covid-19, estão usando em seus Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) uma foto própria e com o nome, para identificá-los durante os atendimentos.

De acordo com a infectologista e gerente médica do HM, Sarah Dominique Dellabianca, a ideia da confecção dos crachás surgiu baseada em algumas publicações nas redes sociais, inicialmente americanas, europeias e, logo em seguida, brasileiras. “Os profissionais que compõem a direção e a gerência médica do HM tiveram a ideia de confeccionar os crachás de identificação, em virtude de vários profissionais não se conhecerem, já que todos usam os EPIs e, com isso, o polo cefálico, região da face que é devidamente coberta com gorro, acaba recobrindo, inclusive, as orelhas. Muitos, inclusive, usam óculos, máscara e capote impermeável associado ao protetor facial. Então, dessa forma, não só os colaboradores, mas, também, os pacientes, ficavam imaginando o rosto do profissional que estava ali”, destacou Dominique.

Para a infectologista e gerente médica do HM, a confecção dos crachás foi uma forma divertida e, ao mesmo tempo, séria, de apresentar o profissional tanto para os colegas quanto para os pacientes durante os atendimentos. Isso porque, segundo ela, isso faz parte do atendimento seguro.  “O paciente precisa saber quem é o nutricionista, psicólogo, assistente social, médico, técnico de enfermagem, técnico de raios-x e técnicos de laboratório que estão administrando a medicação, que estão procedendo a intubação, isto é, o plano terapêutico de modo geral. E toda a equipe multidisciplinar que está na linha de frente no combate à Covid-19 precisa saber o nome do seu colega de trabalho”, salientou.

Em cada crachá, Sarah Dominique está
fazendo questão de escrever um recado para cada funcionário, de modo bastante
particular, o que está deixando muitos emocionados, com declarações de incentivo,
de próprio punho. “Essa iniciativa está mobilizando a equipe completa do
plantão. Tem sido muito positivo, já que é uma forma de humanização. Como o
crachá está envolto de material plástico, eles podem fazer o uso de álcool em
gel para a higienização”, frisou.

Para Vivian Barbosa, de 38 anos,
técnica de enfermagem da semi-intensiva, a ideia da confecção do crachá foi
importante para os colegas e os pacientes se conhecerem melhor. “Porque, na
maioria das vezes, eles visualizam a gente de maneira padronizada, com todos os
EPIs e isso fica difícil. Então, pela foto, a gente dá um sorriso pra eles.
Contudo, quando a gente está com a máscara, a gente transparece o sorriso
apenas pelo olhar”, evidenciou.

Fonte: Saúde Alagoas

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