Projeto estimula jovens que moram em grotas a pensar o mundo pós-pandemia

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A quarta e última oficina de Comunicação Popular realizada pelo ONU-Habitat ocorreu na quinta-feira (15)

A partir das lições aprendidas com a Covid-19 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, eles devem registrar em vídeo as expectativas para o futuro de suas comunidades

O Projeto Emergencial de Monitoramento da Covid-19 nas grotas de Maceió chega à reta final com um novo desafio: estimular o grupo de jovens moradores(as) das comunidades a pensar e registrar em vídeo as expectativas para o futuro pós-pandemia. A missão foi revelada na última quinta-feira (15), quando ocorreu a quarta e última oficina de Comunicação Popular realizada pelo ONU-Habitat.

A proposta é instigante: a partir das lições aprendidas com o novo coronavírus e com base nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), cada integrante deve gravar um vídeo de até 2 minutos sobre as perspectivas de um futuro urbano melhor para a cidade e para as comunidades em que residem.

Durante a oficina realizada virtualmente, a turma foi apresentada aos chamados ODS: 17 objetivos globais, divididos em 169 metas, cuja finalidade principal consiste na erradicação da pobreza e na promoção de uma vida digna para todas e todos, sem deixar ninguém, nem nenhum lugar para trás. O documento foi assinado pelos 193 países-membros da ONU e entrou em vigor em 2016 com validade até 2030, sendo conhecido como “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Entre os temas dos ODS, estão contemplados: a redução das desigualdades (ODS 10), a garantia à água e saneamento (ODS 6), a promoção do crescimento econômico e do trabalho decente (ODS 8), a educação de qualidade (ODS 4) e a igualdade de gênero (ODS 5). .

Para a produção do material, que será editado e inserido no documentário a ser apresentado em novembro na conclusão do projeto, os participantes devem atentar, principalmente, para o ODS 11, o “ODS Urbano” de responsabilidade de implementação do ONU-Habitat, que tem como objetivo “Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

Uma amostra do que vem por aí pôde ser conferida no decorrer da última oficina. “Mesmo após tudo isso, eu espero que as pessoas continuem a ser mais solidárias e continuem a ajudar os mais carentes”, ponderou Letícia Cabral, 16 anos, moradora da grota Boa Esperança, no bairro do Benedito Bentes.

Rafaela Maria, 23, da grota do Vale do Reginaldo, alertou com consciência: “Temos que partir do princípio de que a pandemia ainda não acabou”, ao reconhecer que um hábito veio para ficar – “Eu vou adotar a máscara sempre que estiver doente”. Os cuidados com a saúde também marcaram Josias Brito, 22, residente na grota do Arroz, em Cruz das Almas. “Uma coisa que vou levar, para além da pandemia, é a questão da higiene”, disse.

E enquanto Ewelyn Lourenço, 19, da grota Santa Helena, acredita que o momento pós-pandemia “vai demorar muito”, Maysa Santos, 28, da grota das Piabas, teme “a chegada de uma segunda onda” do novo coronavírus.

Para conhecer mais sobre o projeto e conferir a atuação da “galera das quebradas”, basta acessar o perfil do Instagram @visaodasgrotas.

Fonte: Saúde Alagoas

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